Um Blog é um espaço virtual onde se pode partilhar diversas opiniões, comentários, ideias e sugestões sobre uma determinada temática.

Ora, 'Desabafos surpreendentes' é com certeza um espaço social onde irei apresentar e debruçar sobre, várias perspectivas, uma determinada realidade que poderá suscitar o interesse de diversos intervenientes.

Cada indivíduo, aceite pelas suas semelhanças e diferenças, poderá interagir nas discussões produtivas sobre as diversas temáticas.

Bem-vindo ao seu blog de eleição

Sinceramente,

Hugo Oliveira

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

ATIVIDADE PARLAMENTAR

O comportamento da Sr.ª Presidente da Assembleia tem sido pautado, desde o início do mandato, pela tolerância, responsabilidade, bom-senso e liberdade.

A meu ver, este comportamento está complemente correto devido ao facto de se viver numa democracia, onde existe uma pluralidade de ideologias, de opiniões e de perspetivas que tem todo o direito em ser expressas e partilhadas.

A Sr.ª Presidente tem, de forma justa e equilibrada, dado oportunidade a todas as vozes no Parlamento de se expressarem condignamente.

Agora, no meu ponto de vista, alguns deputados deveriam ter mais maturidade democrática e respeitar os princípios da Sr.ª Presidente. Porque, diga-se de passagem, que o comportamento civilizacional deve primar pelo respeito à diferença e pela responsabilidade dos seus atos.

Sinceramente, cabe a cada deputado cumprir o dever de representar o povo açoriano com seriedade, lealdade, honestidade e, principalmente, com respeito.

Para mim, a sociedade política açoriana ainda não está preparada para viver a perspetiva democrática da Sr.ª Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores. Esperemos que no futuro haja mais tolerância, responsabilidade, bom-senso e liberdade na atividade parlamentar.

terça-feira, 6 de maio de 2014

'SAÍDA LIMPA'?


Até aos dias de hoje, esta é a terceira vez que o Fundo Monetário Internacional (FMI) passa por Portugal.

Fazendo a contextualização, o FMI, aliado ao Banco Central Europeu e à Comissão Europeia, realiza a ajuda económica e financeira aos países que pediram ajuda para reestruturar e organizar as suas contas.

Na prática, essa ajuda é realizada com a contrapartida de os governos daqueles países aprovarem determinadas medidas com o único objetivo de salvaguardar o dinheiro emprestado acrescendo o valor monetário da taxa de juro, os ditos ganhos da operação.

Ao realizar uma análise transversal pelo mundo, passando pela América do Sul e Central, África e Europa, a intervenção do FMI, com base na ideia acima apresentada, tem a consequência de aumentar o desemprego, a pobreza, e a diferença social e económica das ditas classes sociais. Apesar de apenas corrigir a vertente económica de um determinado país, aquela intervenção esquece-se de que um país é constituído por indivíduos.

No caso português, podemos constatar que, na vertente económica, o défice de Portugal aumentou. Situação que levará Portugal a continuar a precisar de dinheiro para pagar os seus encargos, que poderemos dizer que são: as dívidas, os custos correntes de funcionamento, entre outros. Não esquecemos que Portugal necessita de ir aos mercados para pedir dinheiro emprestado para pagar as suas dívidas, já que existem e até são bastantes significativas.

Pode o Governo da República dizer que a saída da Troika é limpa, mas, não é! Não se deixem iludir. Pois, antes da intervenção da Troika, Portugal continuava a ir aos mercados para pagar as suas dívidas. Se repararmos, a situação da intervenção da Troika surge após uma incapacidade do país de conseguir ir aos mercados, pois, ninguém queria emprestar dinheiro a Portugal. Por outro lado, devo confessar que, na minha perspetiva, foi um jogo de interesses estrangeiros que ao fazerem lobby em Portugal conseguiram criar instabilidade, nos mais diversos níveis. Isto concretizou-se numa descida de ranking de Portugal que acabou por levar ao pedido de ajuda externa. Devo explicar que é essa a classificação que permite dar segurança aos credores ou países que emprestam dinheiro para o realizarem.

Não esqueçamos que tivemos que vender empresas públicas como a EDP, por exemplo, ao interesse estrangeiro. Setor bastante estratégico, ao nível das potencialidades energéticas, e fiável, na perspetiva económica, tendo em conta o retorno financeiro do investimento realizado. Será que não foi de interesse estrangeiro conseguir controlar e manipular a “porta de entrada” da Europa e de saída para o mundo através do mar?

Levanta-se muitas questões. Mas, depois disto, Portugal está mais pobre! Sem dinheiro nos bolsos para assegurar o seu funcionamento. Pelos vistos, terá que ir aos mercados pedir empréstimos. Situação que levará novamente, no futuro, à intervenção da Troika. Infelizmente! Temos de ser independentes. Temos imenso potencial, tal como o mar, a capacidade de criar e de inovar tecnologicamente e não só. Temos de ser empreendedores, sendo o primeiro a concretizar os projetos. Esse poderá ser o caminho! Sejamos fortes!

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Nova Ordem Mundial: Quando acontecerá?


Atualmente, o mundo vive sobre uma determinada Ordem Mundial. Esta Ordem carateriza-se, essencialmente, pela dominância do poder monetário sobre os poderes políticos, governamentais, judiciais e religiosos. De uma forma transversal, os seres humanos são manipulados e controlados, em geral, pelo poder monetário. Desde que nascemos, somos formatados através da nossa educação (social, comportamental, escolar e religiosa) para termos um determinado padrão de comportamento que, no final, alimenta o sistema do poder monetário. Hoje em dia, temos uma estratificação social elevada, em que existe uma classe ditatorial socialmente indiferente e orientada para o lucro. Uma das conclusões que podemos retirar da nossa vivência é que o sistema monetário é um produto de um período de tempo em que a escassez é uma realidade. Porque só assim consegue manter os seres humanos controlados e presos à ideologia do consumismo desenfreado, que alimenta o próprio sistema. A título de exemplo, muitas das implementações de novos governos, bem como das suas políticas, são estabelecidas com base no poder monetário e das suas instituições. Para tal, há uma construção social e mediática para mudar e levar a maioria dos seres humanos a acreditar no que o poder monetário pretende. Exemplo prático disso é as intervenções do FMI à escala mundial. 
Penso que é tempo de mudar e ter uma Nova Ordem Mundial que reflita os conhecimentos que temos hoje. É tempo de reclamar a nossa unidade. Os nossos sistemas sociais ultrapassados já não funcionam e devemos trabalhar todos juntos para criar uma sociedade global e sustentável, onde todos nós somos bem tratados e verdadeiramente livres. A Nova Ordem Mundial terá de quebrar e romper com a atual. Penso que poderá, sem dúvida, passar por todas as pessoas terem igual acesso às suas necessidades essenciais de vida sem serventia, dívida, troca e comércio desenfreado. Porque não mudarmos o incentivo monetário que temos na vida? Se constatarmos, apenas vivemos para ganhar dinheiro, para depois comprarmos o que pretendemos para a vida. Obviamente que, se houver uma melhor distribuição de todos os bens à escala mundial, com certeza, o mundo seria bem melhor e mais justo para todos nós. Se formos ao fundo da questão, podemos assumir que as nossas crenças pessoais, sejam elas quais forem, são insignificantes quando comparadas às necessidades da vida. Pois, todo o ser humano nasce nu, precisando de calor, comida, água e abrigo. Tudo o resto é auxiliar. Portanto, o mais importante neste momento é a gestão inteligente dos recursos do nosso planeta.

domingo, 5 de janeiro de 2014

VIDA DE CÃO?



Atualmente, fruto de diversos fatores, o desemprego jovem é um enorme flagelo para a nossa sociedade. Ora vejamos!

Os jovens, após o final do secundário, geralmente iniciam uma nova etapa das suas vidas. Uns direcionam-se para a evolução académica, pretendendo um futuro melhor e risonho. Outros começam a inserir-se no mercado de trabalho, ambicionando a sua autonomia e independência. Devo confessar que em ambos os casos avizinham-se árduos percursos de vida. 

No primeiro caso, um jovem evolui nos mais variados sentidos, desde académico até ao social. Penso que é algo extraordinário satisfazer a incessante vontade de evoluir do ser humano. Na minha opinião, é algo que, a nível pessoal, por si só, torna-se enriquecedor. Claro que também, ao nível profissional, poderá ser vantajoso. Mas isso é outra história que se pode aprofundar mais à frente. 

Já no segundo caso, é igualmente de valor a necessidade do ser humano em almejar a sua emancipação e, acima de tudo, alcança-la. 

Agora, é muito triste e dececionante .... constatar que muitos jovens estão à procura de trabalho, nem falo em emprego, falo sim, em trabalho! Pois, na minha opinião, a inserção deles no mercado de trabalho é, sem dúvida, uma forma de trazer ideias novas, que permitirá ao mundo empregador ser dinâmico e evolutivo. Constata-se ainda que, cada vez mais, há jovens qualificados à procura de oportunidades. 

De fato, há muita gente a fechar a porta ou, até mesmo, fazer com que o assunto não seja com eles. Muitas das vezes, para não ser a maioria, contratam indivíduos completamente desajustados e desenquadrados para determinados cargos. Penso que seria benéfico para ambas as partes, avaliar bem o que o cargo exige e quais as qualificações dos indivíduos que estão no mercado de trabalho, neste caso, em situação de desemprego, para que sejam, devidamente, coincidentes na complementaridade. 



Devo acrescentar, para finalizar com uma questão, que ainda não perceberam que o pessoal qualificado vai ter melhor apetência para desempenhar determinadas funções?

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Boas Festas

O Natal não é um momento, nem uma estação. É sim, um estado mental que permite valorizar a vida. Nesse sentido, desejo a todos umas Boas Festas. Beijos e abraços

domingo, 10 de novembro de 2013

DISCREPÂNCIA NOS ORDENADOS... ONDE ISTO VAI DAR?

Hoje, vou debruçar-me sobre um aspeto que está ligado à minha área de formação, gestão de Recursos Humanos. Há algum tempo foi anunciado cortes salariais na Administração Pública pelo Governo da República. Sinceramente, penso que está a trilhar um caminho extremamente difícil e improvável conclusão do objetivo principal da Administração Pública, produzir eficaz e eficientemente um conjunto de serviços aos cidadãos. 
Na minha opinião, a produtividade de um país não está, definitivamente, nos cortes salariais. Está sim, no estímulo e incentivo à capacidade eficaz e eficiente de produção, tendo em conta objetivos estabelecidos para as tarefas que desempenham. O que quero dizer com isto é: os funcionários públicos teriam um ordenado base e o restante do vencimento seria aumentado, caso o próprio atingisse os objetivos estabelecidos entre a entidade e o funcionário. Claro que este último fato não poderia ficar desfasado da Avaliação de Desempenho que se faz anualmente na Administração Pública. Como tudo na vida, há claramente alguns aspetos a melhorar nessa mesma avaliação, mas, isso será um processo evolutivo e gradual.
Outro aspeto que levanta algumas questões é: faz algum sentido cortar a mesma percentagem num indivíduo que ganha 2.000 euros e 10.000 ou até mesmo 20.000 euros? Segundo a proposta do Governo da República, apenas 12 por cento para quem ganham mais de dois mil euros. Para as pessoas que ganham isso, não faz diferença alguma esse corte. Faz sim, aos que ganham a partir de 600 euros até aos 2.000 euros, cujo corte será efetuado de forma gradual, até ao valor de 2 mil euros, em percentagem. Para mim, não faz sentido nenhum essa medida, devido à discrepância de igualdade de tratamento, tendo em conta o contributo de indivíduos iguais, onde a única possível diferença é o vencimento e no que daí provêm. Na prática, somo todos iguais. Na sua essência, somos todos humanos. Por isso, digo ao Governo da República que, por favor, tenham a cabeça no seu sítio! Pensem nas PESSOAS! Elas são com certeza mais importantes do que números e folhas de Excel.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

GLÓRIA AOS VENCEDORES. HONRA AOS VENCIDOS!

As eleições autárquicas em Portugal foram realizadas a 29 de setembro de 2013. Estavam em disputa a eleição de 308 presidentes e vereadores de câmaras municipais, bem como dos presidentes e deputados das assembleias municipais. O processo de candidaturas a estas eleições ficou marcado pelas divergências na interpretação da Lei da limitação de mandatos, a qual proíbe a recandidatura de autarcas após o exercício de três mandatos consecutivos. A polémica reside no fato de a Lei não referir explicitamente se são apenas proibidas recandidaturas ao cargo dirigente de um concelho ou freguesia específicos, ou se, pelo contrário, é barrada a recandidatura dos autarcas ao mesmo cargo, independentemente do território onde o exercem. Esta polémica terminou no dia 5 de setembro de 2013 com a decisão do Tribunal Constitucional considerando territorial a limitação de mandatos e dando luz verde às candidaturas dos autarcas que completando três mandatos se candidataram noutro local. Nos Açores, um dos assuntos que marcaram a campanha eleitoral foi a ausência de uniformidade televisiva. Ou seja, no que toca ao debate entre os candidatos locais, este não se realizou de forma igualitária devido à centralização dos mesmos em Ponta Delgada. Um aspeto que, a meu ver, retira a importância das delegações da RTP na Horta e em Angra do Heroísmo. Penso que os profissionais, os meios técnicos e as instalações são, com certeza, de qualidade para a realização dos debates referentes a cada concelho.  Obviamente que as Autárquicas de 2013 não ficaram só marcadas por isso. Ficaram sim, com promessas feitas perante os eleitores que, agora, interessa cumprir e fazer cumprir. Penso que, após as eleições, os resultados são, sem margem para dúvidas, o veredito popular e a voz do que eles pretendem para o futuro e progresso para os seus concelhos. Resta agora colocar em prática os manifestos eleitorais em prol do bem-comum das freguesias e dos concelhos. Devo, antes de terminar, deixar um alerta para quem vai exercer cargos autárquicos. Não se esqueçam das pessoas!!! É imprescindível procurar e estar junto da população, concretizando as soluções dos seus problemas. Não é apenas de 4 em 4 anos, na altura das eleições. Pois, os eleitos estão nos cargos autárquicos devido ao Povo que o elegeu. Trabalhem para o Povo. Bem, para concluir, desejo os meus parabéns aos vencedores. Agora, é tempo de arregaçar as mangas e colocar as mãos no trabalho. Aos vencidos, digo que foi um bom esforço.